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RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Papa Francisco, através de uma mensagem, também participa da Pré-Cúpula sobre sistemas alimentares da Organização das Nações Unidas, a ONU.
  • O Pontífice recordou que é “dever de todos extirpar esta injustiça através de ações concretas e boas práticas, e através de políticas locais e internacionais ousadas.
  • Para ele, a correta transformação dos sistemas alimentares desempenha um papel importante para fortalecer economias locais e reduzir o desperdício alimentar.

O Papa Francisco, através de uma mensagem, também participa da Pré-Cúpula sobre sistemas alimentares da Organização das Nações Unidas, a ONU que começou na última segunda-feira, 26 de julho, em Roma, junto com representantes de mais de 110 governos do mundo, entre eles, o Brasil. As sessões – em formato híbrido, presencial e virtual – prepararam o maior evento global sobre o tema agendado para setembro, na Assembleia Geral das Nações Unidas.

O Papa denunciou junto à Pré-Cúpula sobre os sistemas alimentares da ONU, segundo ele existe comida suficiente para todas as pessoas, mas muitas ficam sem o pão de cada dia. Isso ‘constitui um verdadeiro escândalo’, um crime que viola direitos humanos básicos”. O Pontífice recordou que é “dever de todos extirpar esta injustiça através de ações concretas e boas práticas, e através de políticas locais e internacionais ousadas.

O texto em espanhol do Pontífice foi lido pelo secretário para as Relações com os Estados do Vaticano, dom Paul Richard, e dirigido ao secretário geral das Nações Unidas, António Guterres. Na mensagem, Francisco começou destacando que um dos maiores desafios hoje é vencer a fome, a insegurança alimentar e a desnutrição na era da Covid-19”, uma pandemia que projetou ainda mais as injustiças, minando a nossa unidade como família humana, sobretudo os pobres e a casa comum.

Nessa perspectiva, continuou o Papa na mensagem explicando que é necessária “uma mudança radical”, diante da exploração da natureza com o uso irresponsável e o abuso dos bens.

Para ele, a correta transformação dos sistemas alimentares desempenha um papel importante para fortalecer economias locais e reduzir o desperdício alimentar, por exemplo. Para garantir “o direito fundamental a um padrão de vida adequado” para alcançar a Fome Zero até 2030, “não basta produzir alimentos, mas é preciso uma nova mentalidade e uma nova abordagem integral e projetar sistemas alimentares que protejam a Terra e mantenham a dignidade da pessoa humana no centro; que garantam alimentos suficientes globalmente e promovam o trabalho digno em nível local; e que alimentem o mundo de hoje, sem comprometer o futuro”.

Por: Morgana Kelly

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