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RESUMO DA NOTÍCIA

  • Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apontaram que no ano passado, em Goiás, as denúncias de injúria racial aumentaram 104% e já de racismo em 146%.
  • A vítima registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, que agora está em processo de investigação.
  • A polícia não descartou a hipótese de ser falso o perfil que cometeu o crime.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apontaram que no ano passado, em Goiás, as denúncias de injúria racial aumentaram 104% e já de racismo em 146%. E nesta semana, um entregador de comida por aplicativo foi mais uma vítima de discriminação racial. No ocorrido, o motoboy Elson Oliveira Santos, foi impedido por uma cliente de entrar num condomínio de luxo da capital para efetuar a entrega de sanduíches por ser negro. A mulher ainda o chamou de “macaco” durante troca de mensagens com a gerente da lanchonete e exigiu que fosse enviado outro entregador branco.

O estabelecimento então negou o pedido e afirmou que racismo não seria tolerado. Após o caso, a vítima registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, que agora está em processo de investigação. Para a coordenadora nacional do Movimento Negro Unificado (MNU), situações como essa são inaceitáveis. Ela reforça o pedido pra que continue sendo investigado e com isso os culpados sejam responsabilizados.

Segundo a titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), delegada Sabrina Leles, a polícia não descartou a hipótese de ser falso o perfil que cometeu o crime. Ela ainda ressaltou que até o momento, não há como afirmar se o autor das mensagens mora ou não, no local onde houve o suposto pedido. O crime de racismo é inafiançável e imprescritível, sujeito a pena de reclusão.

Por: Anna Karolina com supervisão de Morgana Kelly

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